Notícias » Equipes resgatam mais de 170 mil plantas da área da Usina de Mauá

Publicado em 29/08/2012

Mais de 170 mil plantas já foram resgatadas pelo Programa de Salvamento e Conservação da Flora da Usina Hidrelétrica Mauá. Com o enchimento do reservatório, em andamento desde 28 de junho, as atividades de vários dos programas ambientais foram incrementadas.

“Contamos com o uso de barcos para alcançar plantas inacessíveis por terra”, diz o gerente do departamento de Biodiversidade da Copel, Murilo Barddal. “É um trabalho pioneiro que está apresentando resultados muito positivos e pode servir de exemplo para outros empreendimentos”.

As equipes de resgate da flora também coletam frutos e sementes, que são levados ao Horto das Caviúnas, na área da usina, onde são transformados em mudas para o reflorestamento. A coleta de sementes feita pela água fez aumentar a produção de mudas de algumas espécies. “Hoje, temos cerca de 70 mil mudas e mais de 10 mil já foram plantadas no entorno do reservatório”, afirma Barddal.

Até agora, já foram resgatados mais de 1.100 quilos de sementes e frutos, além de 170 mil plantas, representando aproximadamente 700 espécies. As plantas são levadas para estufas no horto e posteriormente replantadas na área de preservação permanente da usina. Parte desse material foi levado para a Universidade Estadual de Maringá (UEM), com a qual o Consórcio Energético Cruzeiro de Sul (formado por Copel e Eletrosul e responsável pela instalação da hidrelétrica) firmou convênio para o replantio e registro científico sobre a flora da região.

TRABALHO – Esses resultados são decorrentes do trabalho conjunto com as equipes de resgate e salvamento da fauna que, desde o início do enchimento do reservatório, vêm usando os barcos para resgatar animais que não tenham ido para as áreas de matas próximas. “Quando os biólogos de resgate da fauna estão trabalhando e avistam alguma planta relevante, eles mesmos fazem o resgate, o que otimiza o trabalho”, conta Barddal.

A Usina Hidrelétrica Mauá fica no Rio Tibagi, entre Telêmaco Borba e Ortigueira, nos Campos Gerais. O empreendimento está em fase final de construção e deve entrar em operação ainda este ano. Com potência instalada de 361 megawatts, ele vai produzir energia suficiente para atender o consumo de 1 milhão de pessoas.