Notícias » Usina Mauá já opera com força total

Publicado em 05/02/2013

A Usina Hidrelétrica Mauá está com todas as cinco unidades geradoras produzindo energia. O último grupo de turbina e gerador, com 5,5 megawatts de potência instalada, estava em testes até a semana passada e foi liberado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para injetar comercialmente energia no sistema elétrico nacional a partir do dia 31 de janeiro.

Construída no rio Tibagi, entre os municípios de Telêmaco Borba e Ortigueira (PR), a hidrelétrica Mauá pertence ao Consórcio Energético Cruzeiro do Sul –integrado pela Copel, majoritária com 51% de participação, e pela Eletrosul, com 49%. Juntas, as estatais investiram cerca de R$ 1,4 bilhão no projeto.

O empreendimento dispõe de cinco grupos geradores: os três maiores estão localizados na casa de força principal, que fica a cerca de dois quilômetros da barragem e têm potência instalada de 350 megawatts; já as duas unidades geradoras menores ficam na casa de força complementarlocalizada junto à barragem (com 11 megawatts de potência) e geram energia aproveitando a vazão remanescente mantida rio abaixo. Com 361 magawatts de potência instalada total, Mauá pode gerar energia suficiente para atender ao consumo de 1 milhão de pessoas.

O superintendente geral do Consórcio Energético Cruzeiro do Sul, Sergio Luiz Lamy, destaca que os testes nos equipamentos e a entrada em operação da usina foram concluídos em um prazo muito curto: “Em pouco mais de dois meses, concluímos o comissionamento e colocamos todas as unidades geradoras em operação comercial. Este é um fato a se comemorar”, afirma. A primeira unidade começou a operar no dia 23 de novembro de 2012.

Lamy ressalta ainda que a operação de Mauá está sendo fundamental para o Brasil: “Estamos injetando energia limpa e barata no sistema, justamente em um período crítico para o setor elétrico devido à baixa no nível dos reservatórios e a consequente necessidade de despacho das usinas termelétricas”, diz.

“Agora, restam serviços de acabamento nas estruturas de concreto e recomposição florestal de áreas que abrigaram o canteiro de obras, além da  conclusão de alguns programas do Projeto Básico Ambiental para que a etapa de construção da usina seja concluída”, completa o superintendente.